quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Maravilhas do espaço: Ganimedes



Auroras polares de Ganimedes
 com Júpiter ao fundo
Ganimedes, satélite de Júpiter, é uma lua diferente e especial. Começa que é a maior lua do Sistema Solar, maior até do que o planeta Mercúrio. e também a única a possuir campo magnético próprio. Esse campo magnético é responsável pelas auroras polares, que são faixas de gás eletrificado e quente que surgem nos polos da lua. Foram identificadas e fotografadas pelo telescópio Hubble, e sua presença significa que há oscilações no campo magnético de Ganimedes, provavelmente causadas por um oceano a centenas de quilômetros abaixo da superfície.  


Uma lua em camadas
A existência desse oceano foi confirmada nos anos 90, quando a missão Galileu da NASA passou pela lua. Pelas estimativas dos astrônomos, o oceano de Ganimedes pode abrigar mais água do que toda a água presente na superfície da Terra. Cálculos sugerem que tem 100 quilômetros de espessura, ou seja, é 10 vezes mais profundo do que os oceanos terrestres. Atualmente, os cientistas supõem que a lua pode ser composta por rocha, gelo e oceanos empilhados em camadas sobrepostas.

A presença de água torna possível o surgimento de, talvez, vida primitiva, que tem maiores probabilidades de se desenvolver em ambientes onde rocha e água interagem.

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Terra, nossa Lua e Ganimedes juntos,
para ter uma ideia do tamanho.

A Agência Espacial Europeia planeja enviar a sonda JUICE (Jupiter Icy Moons Explorer) a Júpiter e suas luas em 2022. A previsão é sobrevoar algumas luas geladas, devendo orbitar Ganimedes por nove meses. O orbitador conseguirá distinguir o que é gelo e o que é material rochoso, permitindo confirmar (ou não) as hipóteses atuais.


Fontes: sites diversos, em especial Galeria do Meteorito, Ciência Online. Imagens da internet.

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