quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Maravilhas do Mar: Polvos da Antártida

O polvo Adelieledone polymorpha, uma das novas espécies, em foto divulgada pelos pesquisadores.Os polvos da Antártida sobrevivem em temperaturas abaixo de zero, algo que sempre intrigou os cientistas. Em temperaturas negativas, o oxigênio demora a ser transportado e chegar até os tecidos. Traduzindo, esses polvos não deveriam nem estar vivos, muito menos se alimentando e se reproduzindo em condições tão hostis.



Climatologia GeográficaRecentemente, surgiu uma pista para essa resistência tão fora do comum: um pigmento azulado em seu sangue. É a hemocianina, uma proteína ligada ao cobre (a hemoglobina de nosso sangue é proteína ligada ao ferro). Pode parecer pouco - a troca de um metal por outro - mas, em termos evolucionários, é algo próximo a uma revolução. Esse sangue à base de cobre permite que os polvos sobrevivam em temperaturas congelantes.

Nos polvos que vivem em mares mais quentes, a proporção de hemocianina é muito menor; essa diferença na composição do sangue ajuda a explicar o motivo de espécies diferentes de polvos viverem em ambientes tão distintos - desde os mares gelados da Antártida até o calor aconchegante da Grande Barreira de Corais da Austrália.



Mais informações:
https://climatologiageografica.com/sangue-azul-ajuda-polvos-da-antartida-a-sobreviver/#ixzz3WDIIPZ9f
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/cientistas-descobrem-novas-especies-de-polvos-na-antartida.html

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