quarta-feira, 1 de março de 2017

Pedacinho do livro 4

Acho que tem um pedacinho do livro 4 com vontade de se exibir... Aff. Quando vou descobrir o título deste livro, afinal?

É a imagem mais próxima do catamarã que imaginei.
Mas não tem golfinhos...

– A fila para o deque inferior é aquela ali, a menor – informou Peggy.
A fila era menor, mas era a que andava mais devagar, pois o pessoal do catamarã conferia as passagens e, antes de embarcarem, precisavam colocar os coletes salva-vidas.
Os Melbourne olharam o mar calmo, as amuradas altas, o percurso curto que fariam.
– Ah, tá – disse Teo, adiantando-se para pegar o colete.
– Nada disso – opôs o marinheiro. – Nós colocamos. Evita surpresas desagradáveis.
Teo, o mestre de tripulação do Cisne, resignou-se a largar a mochila e o violão, abrindo os braços para o homem ajustar o colete. Os irmãos se obrigaram a conter o riso. Mas, a cada um que era encapsulado no salva-vidas, a vontade de rir crescia. A coisa piorou quando Lis foi vestida com um colete infantil... com travas, para ela não retirar nem se quisesse.
– Crianças com menos de doze anos não podem permanecer no deque inferior sem um responsável – disse o marinheiro. Lis quase entrou em combustão de pura fúria e os outros não se arriscaram a uma única palavra. – Qual de vocês se responsabiliza?
– Ah... Precisa ser uma pessoa específica? É que estamos acostumados a... cuidar dela em conjunto.
– Uma pessoa específica.
– Eu – ofereceu-se Peggy, de imediato, ao ver o homem pegar uma identificadora. Tudo que precisava de identificação formal era com ela.
– Muito bem, coloque sua identidade aqui, e seu polegar aqui, para ser escaneado. Lembre-se: você é responsável por sua amiga até o desembarque no continente. Não se afaste dela.
– Sim senhor, eu entendi.
– Podem embarcar agora.

Quietos, eles entraram na parte fechada do deque inferior, onde largaram as mochilas e demais tralhas em silêncio. E se olharam. E lembraram tudo que tinham passado no Cisne, nos últimos tempos. E caíram na gargalhada, incapazes de se controlar mais. Chegaram a se dobrar de tanto rir, chamando a atenção de todos em torno. Muitos acabaram rindo junto, contagiados pelas gargalhadas. Afinal, aqueles coletes salva-vidas gordos deixavam todos parecendo pinguins muito coloridos e hilários.

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