sexta-feira, 31 de março de 2017

Livro IV - quinto dia de viagem

Livro IV - quinto dia de viagem, capítulo 14

Façam suas apostas! Os Melbourne serão descobertos ou não antes de chegarem à Escola Avançada de Champ-Bleux?


Durante os quarenta e cinco minutos seguintes, o trem percorreu o extenso túnel sob a montanha. Anna dormiu o tempo todo, os outros conversaram e verificaram as notícias e, quando o carrinho de lanches passou, Lis alegremente assumiu sua pirralhice e comprou doces, chocolates e pirulitos. Tim foi convidado a pagar. Quando o rapaz dos lanches se afastou, ele disse:

– É complicado viajar com criança!
– Coitadinho de você – riu-se a baixinha. – Eu vou aproveitar!
O trem finalmente emergiu do outro lado da cordilheira. Ali, o mundo era branco e cintilava ao Sol da manhã.
– Neve! – Lis bateu palmas, com um pirulito na boca. – Um montão de neve! Viva!
O trem fez duas paradas e muitos passageiros entraram. Alguns olharam os Melbourne com curiosidade, mas ninguém os abordou.
– Quinze minutos para a estação central de Altos Rios, vinte e cinco para a estação dos campings. – Tim indicou o painel informativo. – Bom, adiantamos o cronograma quando encurtamos os dias em Belte. Quanto tempo vamos ficar?
Todos olharam para Peggy, que respondeu:
– Sugiro dois dias, no máximo. Ainda estamos muito perto de Belte.
O grande entra e sai na estação principal da cidade acordou Anna. Uma quantidade incomum jovens embarcou rumo à estação seguinte.
– Não precisa pagar passagem entre a estação do centro e a dos campings – explicou um rapaz alto e simpático, cheio de sorrisos para Pam. – Eles dizem que é mais fácil a gente ir de graça no trem do que superlotar os ônibus, e todo mundo aproveita. Em qual camping vão ficar? O melhor é o Três Pinheiros, é onde minha turma está. Puxa. Tenho certeza que conheço vocês! Já vieram pra cá antes?
– Eu também conheço – assegurou a garota ao lado dele, que não sabia para qual daqueles gatos belíssimos devia sorrir primeiro.
– Ei, vocês estão definitivamente famosos, senhores – aparteou Peggy, divertida. – Nunca pensei que uns programas de calouros fizessem vocês ficarem tão conhecidos assim!
Eles entenderam o recado e puseram-se a falar de Os Demais, cheios de animação por terem sido reconhecidos. Nos curtos dez minutos entre as duas estações, juntou um tremendo bando de jovens em torno deles. Desceram com os novos amigos e Peggy decidiu pelo acampamento Três Pinheiros. Os Melbourne acharam que ela ia escolher qualquer outro, menos aquele, mas não discutiram. Ficaram conversando do lado de fora enquanto Peggy entrava com Ric na recepção, para acertar a parte burocrática.
[...]
Os amigos recém feitos foram com os Melbourne até a vaga da barraca, comentando que era uma pena ficarem tão longe da parte do acampamento onde se concentravam os mochileiros. Ajudaram a montar a Monstra, rindo.
– A gente acha esse escândalo cor de laranja até no escuro! Então, vão almoçar aqui ou na cidade?
– Na cidade – decidiu Peggy. – Vamos ficar só até amanhã. Não vale a pena abrir o equipamento de cozinha.
– Podiam ficar mais. – O rapaz do trem se chamava Ray e não saía de perto de Pam. – As eliminatórias de esqui e patinação começam nesta semana, tem muita coisa pra ver!
– O campo livre de Dariniz é mais interessante do que eliminatórias de esqui. – Teo intrometeu-se entre Pam e seu admirador. – Venha, Pam. Vamos entrar e arrumar as coisas para voltar para a cidade.
Ray achou graça daquele primo intrometido e disse a Pam que a veria de noite.
– Até depois, linda!
Os Melbourne conseguiram dispensar o povo e entrar na barraca, com Teo bronqueando em surdina com Pam:
– Vê se não dá conversa pra esses caras!
– Ele é muito mais simpático do que Dora – retrucou Pam, venenosa. – E tem mais barba do que você!
Era uma justa retribuição pela pele de Dora, que era mais lisinha do que a de Pam. Os dois se pegaram numa discussão irritada, e Jean sorria discretamente à distância. A aposta estava ganha. Aqueles irmãos não deixariam nenhum cara chegar perto de Pam!

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