quinta-feira, 1 de setembro de 2016

AQUECE 12 - Baleias!

Olá, tripulação!


***  CONTINUA O AQUECE ***

Até o final da Bienal, postarei aqui um quote de Talismãs por dia, sempre às 19 horas. Generosos quotes!
(As novidades da Bienal serão via Facebook ou Instagram)


*** Lembrando que, na Bienal, estarei no estande M69 durante o evento todo, com minha turma de "monstrinhos"! ***




O assunto eram as baleias, que pareciam rumar para um arquipélago de atóis logo adiante. Baleias de espécies semelhantes escolhiam lagunas de coral para terem seus filhotes em segurança, o modo como as baleias cercavam algumas fêmeas no centro do grupo indicava que elas estavam grávidas, havia fêmeas mais velhas acompanhando as prováveis futuras mamães, as tais fêmeas eram alimentadas pelo resto do grupo, os machos mais velhos garantiam a segurança, o macho líder fechava o grupo, e [... - não, não é para saberem quem está no Cisne com os Melbourne!] se sentia especialista em baleias extintas ou não-extintas.
O motivo do alvoroço era o arquipélago ao qual chegariam no dia seguinte. Se elas realmente tivessem os filhotes lá, seria a glória total! Além de determinar que a espécie não estava extinta, também teriam localizado seu local de procriação! Era DEMAIS!
– Elas são super mansinhas, deixam a gente se aproximar sem problemas! – entusiasmou-se Lis. – Vai facilitar montes pra filmar!
– Até começarem a ter os filhotes – lembrou Tom. – Se forem como as baleias-de-Noriali, não vão querer ninguém perto na hora dos filhotes!
– Dava um artigo sensacional para a seção ecológica! – Jean falou entre uma garfada e outra. O terrível repórter do qual [...] tivera tanto receio revelara-se um rapaz simpático que ajudava os Melbourne quando podia e era atirado na água quando atrapalhava.
– Eu adoraria ver a cara de certas pessoas, quando derem com ele! – concordou Henry. – Só espere para vermos se elas vão mesmo ter esses filhotes!
– Quer dizer que eu posso escrever?!
O trio da [...] ficou pasmo, e os Melbourne caíram na gargalhada, o que bastou para Jean ficar da cor dos tomates que estava comendo.
– Mas ei, grande repórter, cadê sua liberdade de Imprensa?! – riu-se Teo.
– Ela se afogou por aí nos caldos que vocês me deram! – protestou Jean. – Então eu posso escrever?!
– Pode sim, você pode!
– Ahá! – Jean, feliz, tirou do bolso um bloquinho e uma caneta, seus eternos e antiquados companheiros. – A cara de quem o senhor gostaria de ver, doutor Henry?
– Não diga que eu posso ser malvado a este ponto!
– Eu chequei as notícias daquela época e eles foram bem malvados com o senhor! A Rede Mundial tem uma equipe só para dar notícias inesperadas a pessoas importantes e gravar a cara que elas ficam! Então, quais daqueles sujeitos o senhor quer?
Doris e Henry escolheram os mais impertinentes da época. Todos biólogos de renome, é claro.
– Lá vão vocês mexer em vespeiros de novo! – [...] suspirou.
– Os vespeiros somos nós e eles é que mexeram conosco. Só estamos largando as vespas com sete anos de atraso!
– Será que a Rede Mundial se interessa a ponto de verificar a cara dessa turma, Jean? – duvidou Ted.
– Está brincando?! Depois daquele obituário que o Comando largou, com Ariel e tudo, vocês vão ser notícia por muito tempo! O pessoal da Rede está me cercando feito doido para conseguir uma reportagem sobre o que realmente aconteceu em Ariel, o que aconteceu em Rivan, o que vocês comem no almoço, qualquer coisa! Vão adorar essas baleias!
– Por que você não escreveu sobre Ariel? – perguntou [...] a Jean.
– Porque eles podem ter sido heróis lá, mas aqui são afogadores de repórteres!
– Herói é a digna senhora sua avó, e eu prefiro nem lembrar de Ariel, obrigado! – protestou Ted.
– Viu? – Com a caneta, Jean indicou Ted. – É isso que acontece!
– Eu também não sabia dessa história de Ariel – observou [...]. – E, se sabia que você era das Forças de Defesa, Henry, nem desconfiava que era major, "o mais talentoso estrategista" e capaz de fazer tudo o que disseram que você fez!
– Sou um sujeito versátil.
– Eu percebi, acredite! Pois bem, já que este repórter parece fazer parte da sua família, que tal explicar desde quando trata astronautas pelo primeiro nome?! De onde os conhece?!
– Desde um momento e outro, entre uma estrela e outra, e coma seu peixe antes que eu meta veneno nele! – avisou Henry.
– A vida deles não é um livro aberto – intrometeu-se Tim. – Bem ao contrário, tem cola grudando muita coisa! Especialmente as páginas que falam de astronautas, não é, pai?!
– Um monte de cola visguenta – admitiu Henry. – Jean, você não vai terminar de comer?
– Daqui a pouco, doutor! – Ele rabiscava furiosamente no seu bloco de notas. Pam, do lado, estava espiando.
– Isso precisa ser traduzido! – riu ela. – Se aquele rabisco ali é "extinta", se escreve com "x".
– Está escrito com "x"!
– Parece um "s". – Ted olhava pelo outro lado.
– É "x" e cuide aí do seu prato!
– Você não quer admitir que escreveu errado – insistiu Ted. – É "s". Venha ver, Tim. Você é o especialista em códigos impenetráveis!
Tim se debruçou atrás de Jean, olhando por cima do ombro dele.
– De qual desses riscos vocês estão falando? O fiapo alienígena ou o parafuso neurótico?
– Aquele ali – mostrou Pam.
– Querem me deixar em paz?!
– O parafuso neurótico – sentenciou Tim. – Ele acha que escreveu "extinta" ali? "Baleias dadas como", isso eu entendi. Mas depois parece retintas, ou retidas, ou selinlas, ou... Gente, ele escreveu "etintas"! Olhe ali, Pam. É "etintas". "Baleias e tintas"! Está dizendo que a gente pintou as baleias, seu Fogueirinha?!
– Em vez de liberdade de Imprensa, eu preferia privacidade de Imprensa! – Jean levantou, indignado. – Você não vai me confundir de novo, Tim!
O repórter deixou sua janta pela metade e foi escrever em outro lugar. Tim riu e sentou no lugar dele, aconchegou-se todo a Pam e disse:
– Agora, minha encantadora e maravilhosa maninha, sobre aquela aposta...
Os irmãos desataram a rir.


Quem se arrisca num palpite? Qual trio está visitando os Melbourne no Cisne?

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