sexta-feira, 26 de agosto de 2016

AQUECE 6 - ESPECIALÍSSIMO!

Olá, tripulação!


***  AQUECE ESPECIAL ***
PELO PRIMEIRO DIA DE BIENAL!


Para todos que quiseram meu pescoço no final de Linhagens, aqui está o comecinho de Talismãs.

Boa leitura!


Até o final da Bienal, postarei aqui um quote de Talismãs por dia, sempre às 19 horas. Generosos quotes!
(As novidades da Bienal serão via Facebook ou Instagram)


*** Lembrando que, na Bienal, estarei no estande M69 durante o evento todo, com minha turma de "monstrinhos"! ***

Se você ainda não leu Linhagens,
caia fora!
Este texto é continuação direta!



O CORAÇÃO DE KRILIN enlouqueceu.
Velozes ramos pontiagudos irromperam do lindo mar verde como lanças e chicotes e se arremessaram com fúria assassina sobre os recém-chegados, que mal tiveram tempo de estruturar defesas.
Peter foi atingido por um golpe mental violento que, se tivesse dado certo, causaria um nocaute de horas. Mas não deu. O jovem rechaçou o ataque de Krilin com um impressionante estouro de poder, checando imediatamente Peggy (ilesa, atordoada, detida na árvore) e ordenando, com toda sua autoridade de Senhor, para a krilin PARAR. JÁ!
A krilin não obedeceu, mas Peter não esperou para ver se obedeceria. Deu a ordem já correndo para o emaranhado que atacava seu pai, saltando sobre os ramos que se contorciam. Ativou Luta, sentiu as mãos formigando de poder e disparou, enfurecido. A enorme força do jovem Herdeiro de Merine atingiu a krilin, destruindo seus ramos e quase libertando Robert.
Mas havia ramos demais para substituir os destruídos antes que Robert, ferido, conseguisse escapar.
Havia também ramos para imobilizar Peter, enrolando-se nele sem feri-lo, obrigando-o a lutar para se soltar. Estava PRESO! Krilin queria matar seu pai, e ele estava PRESO! Chamou Merine, a Casa não respondeu. Chamou novamente. NADA! Enraivecido contra Merine, Krilin e TUDO que se relacionasse a Linhagens, Peter usou força, disparos, redimensionamento, tudo o que conhecia. Inútil. INÚTIL! A krilin não ia feri-lo, mas não permitiria que interferisse!
Só então Peggy conseguiu escapar da contenção da árvore-krilin. Seu escudo a cercou numa cintilante aura de luz e ela correu sobre a krilin como uma aparição. Peter viu-a e gritou, chamando, mas Peggy estava muito mais perto de Doris e Henry. A garota não era capaz de disparos potentes. Suas habilidades eram luz, sensibilidade, transporte. Meteu-se entre os ramos que atacavam seus pais adotivos, tentando tocá-los para poder transportá-los.
Os ramos passavam zunindo em torno de Peggy, mas não a atingiam. Krilin não feriria sua Senhora. Nunca! Tampouco precisava detê-la, porque ela não ia conseguir o transporte.
Foi exatamente o que Peggy entendeu, quando tocou em Doris. Doris e Henry, contra as expectativas de Krilin, estavam se defendendo melhor do que o Senhor de Merine, mas não conseguiam escapar. Mais cedo ou mais tarde, cansariam. E então...!
Peggy não podia transportá-los com tanta krilin enrolada neles, mas podia transportar a si mesma. Doris forneceu coordenadas e a ordem de trazer quem estava lá.
A garota obedeceu de imediato, transportando-se e dando de cara com outra Doris e outro Henry. Agarrou-os e retornou ao Coração de Krilin. As duplicatas se meteram no meio do nó de ramos que atacava Henry e Doris, houve um clarão verde e a krilin percebeu que estava tentando engolir algo muito indigesto.
Peggy se voltou para Peter e Robert bem quando outra presença surgiu em Krilin: Moriser de Merine acabara de se transportar.


POR UM INSTANTE, todos os ramos se imobilizaram. No momento seguinte, o rugido da krilin sempreverde estremeceu o solo e o ar e, como uma onda negra carregada de ódio, Krilin atacou o Patriarca de Merine.
Peggy correu para Robert, Peter conseguiu livrar-se da krilin que agora estava concentrada em Moriser e correu também. Os dois jovens chegaram juntos a Robert, e juntos conseguiram libertá-lo. Robert desabou nos braços do filho, com o rosto transformado em sangue e carne destroçada.
– Krilin vai matar o Patriarca. – Peggy, olhos muito abertos, parecia em transe.
– O adron pode se virar, Peg! Me ajude com meu pai!
– Vai matar.
– PEG! PEG, VOLTE!
Moriser de Merine desaparecera debaixo de uma pirâmide de ramos que saltavam no ar e arremetiam para o centro como dardos.
Peggy se meteu lá no meio.
Peter bradava ordens à krilin e a Peggy, e nenhuma ouvia. Amparando o pai, sem se atrever a deixá-lo sozinho, Peter se perguntava onde estava sua mãe, onde estava sua avó, onde estava o sadar que devia proteger seu pai, onde estava Merine?!
Apesar de a krilin tentar impedir, Peggy alcançou o braço do Patriarca.
Era loucura e Krilin tinha sido seu jardim.
Era loucura e ela era Lutadora. Merine era seu maior dever. Maior do que sua vida.
Sabendo que estilhaçaria sua mente, Peggy se concentrou para o transporte. Merine primeiro. PRIMEIRO!
Não havia dúvidas ou hesitações na mente da jovem, e Krilin, não podendo permitir que sua Senhora se ferisse, recuou seus ramos e imobilizou-se. O Patriarca ficou livre para o transporte.
Era só do que Peggy precisava. Sua habilidade alcançou todo o grupo, ela usou a mente de Paul como referencial e transportou a todos, sem se preocupar em onde chegariam. Qualquer lugar era melhor do que Krilin!


Pensam que a confusão acabou? Não sabem de nada, inocentes...

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