sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Resenha: Guardião?

Oi, gente!


Seguindo meu protocolo de atrasos, causados pela péssima mania dos dias de terem só vinte e quatro horas (deviam ter quarenta e oito, setenta e duas, cem horas, sei lá), trago para vocês hoje a resenha da Maria José, do blog parceiro Pétalas de Liberdade. A data da postagem é primeiro de dezembro (viram? Atraso plus vitaminado!). E olhem, foi AQUELE sufoco encontrar uma frase preferida na resenha!

O link da resenha completa está aqui. A avaliação foi 5/5. Obrigada, Maria!

A frase escolhida, depois de muitas dúvidas, foi esta abaixo:

"Afinal, estamos falando de um livro da Eleonor Hertzog, e por mais cenas relaxante e divertidas que ela escreva, sempre tem uma surpresa, uma novidade que nos faz ficar de olhos arregalados e de boca aberta, e não seria diferente com Guardião?."

Mais uma vez, Maria, obrigada por seu entusiasmo! 

E prometo que vou tentar colocar estas resenhas em dia... Já estou levando merecidos puxões de orelha, rsrs!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Maravilhas do Espaço: galáxia M106

Créditos da imagem: raios X - NASA/CXC/Caltech/P. Ogle et al.; óptico - NASA/STScI, IR - NASA/JPL-Caltech; rádio - NSF/NRAO/VLA


Escolhida simplesmente por ser linda e maravilhosa (me encantei na foto assim que vi), a galáxia M106 fica na constelação Cães de Caça, a uma distância de 23,5 milhões de anos-luz da Terra. Esta galáxia tem "apenas" 60 mil anos-luz de extensão.

A imagem foi feita em múltiplos comprimentos de onda. No espectro da luz visível, as faixas escuras de poeira, os aglomerados jovens de estrelas (azuis) e as regiões de formação estelar desenham os braços espirais que convergem para o núcleo. Além disto, há dois braços "extras", emitidos da região central de M106. O braço roxo é a visualização de emissões de rádio, e o braço azul é a visualização de emissões de raios X. Estes jatos provavelmente são alimentados pela matéria que cai no buraco negro central.

Fonte: página Ciência e Astronomia


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Maravilhas do espaço: aglomerados globulares




Centro do aglomerado NGC 6362
Telescópio Hubble

Os aglomerados globulares foram escolhidos para o post de hoje por serem, em minha opinião, simplesmente lindos.
estudo-apresentou-por-que-aglomerados-globulares-podem-ser-o-lar-de-diferentes-geracoes-de-estrelas_goasa-a
Aglomerado globular NGC 1783, na Grande Nuvem de Magalhães.
Foto da NASA/Hubble

Tecnicamente, os aglomerados globulares (ou enxames globulares) são grupos de estrelas ligadas gravitacionalmente entre si, grupo este bastante denso, de forma esférica, que orbita em torno de uma galáxia.
Os aglomerados são os pontinhos em torno do disco galáctico
Possuem centenas de milhares de estrelas, podendo chegar até milhões de estrelas! Seu diâmetro se conta nas centenas de anos-luz. A região central de um aglomerado globular é muito mais densa em estrelas do que sua periferia. Para se ter uma ideia, se o Sol fosse parte de um aglomerado destes, haveria milhares de estrelas entre nós e Proxima Centauri, a estrela mais perto de nós.

A forma como estes aglomerados se formaram ainda é pouco compreendida, mas os cientistas são unânimes ao afirmar que neles se encontram algumas das estrelas mais antigas já registradas. No entanto, estes mesmos aglomerados apresentam estrelas bem jovens também, indicando que houve mais de um evento de formação estelar durante suas vidas. E, para completar, recentemente os astrônomos descobriram a existência de buracos negros no interior destes aglomerados, o que, até pouco tempo atrás, era considerado impossível, devido às forças gravitacionais envolvidas.

Caixa de Jóias
NGC 4755, também chamado de "Caixa de Joias".
É um aglomerado aberto com incríveis estrelas de várias cores,
que pode ser visível a olho nu em noites claras.

"Caixa de Joias" numa visão mais distante

Sites de pesquisa: Astronomia, G.O.A.S.A., As Maravilhas do Céu Estrelado (sensacional!) e Galeria do Meteorito.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Tempestade

Bem, estou retornando depois de alguns dias de cansaço extremo, e após a pior tempestade (?) que Porto Alegre já viu. Internet e telefone ainda estão no vai e volta, mas sem reclamações, desta vez. 

No dia 29, sexta-feira passada, o céu desabou sobre nós. Aqui na região extremo Sul da cidade (onde moro), foi muito vento, muita chuva e a pior tempestade elétrica que já vi. Foram mais de trinta minutos de raios e trovões, ininterruptamente. Dava medo até chegar perto das janelas, e eu não sou das assustadas com temporais. Faltou energia elétrica por algumas horas e retornou de madrugada.

Descobrimos que, aqui em casa, fomos afortunados.

Um verdadeiro ciclone ou tornado - não sei o que a meteorologia oficialmente diz; já disseram tantas coisas "oficiais" que não dou mais atenção - veio do nosso rio (lago) Guaíba, entrou pelo Parque Marinha do Brasil, derrubou ou quebrou cerca de 40% de suas árvores adultas, seguiu pelos bairros Menino Deus, Cidade Baixa e Santana e espalhou o caos em outros bairros da cidade antes de se dissipar. Por que não dou atenção ao que a meteorologia diz que foi? Porque eu vi, e só vendo para acreditar no que o vento fez. Árvores enormes foram arrancadas pela raiz. Árvores de madeira muito dura foram giradas e desgalhadas, como se alguém tivesse puxado seus grossos galhos fora até não restar nenhum. O Cisne Branco, grande e tradicional barco de passeios pelo Guaíba, afundou. A cidade ficou sem energia elétrica por dias. Vidros explodiram nos shoppings e hospitais como se fosse cena de filmes. Há locais, no Marinha do Brasil e no Menino Deus, onde parece que explodiu uma bomba. São dez dias desde o "temporal" e apenas foram retiradas as árvores que estavam obstruindo as ruas - e ainda há ruas interditadas. Bairros centrais da cidade demoraram mais de dois dias a ter a energia restaurada, apesar das equipes trabalhando dia e noite. Abaixo seguem algumas fotos, mas nenhuma delas pode dar a correta impressão do que aconteceu aqui. Foram mais de 2.000 árvores derrubadas ou seriamente danificadas e 140.000 pessoas sem energia elétrica. Agora, dez dias depois, cidade continua tentando se recuperar.

Explicações oficiais:


"O Metroclima da Prefeitura de Porto Alegre classificou a tempestade como “macroburst”, um fenômeno meteorológico incomum, onde uma forte corrente descendente de vento se espalha de modo radial, a partir de um ponto central, sendo capaz de gerar rajadas tão fortes e destruidoras quanto as de um tornado intenso." (link)

"O evento pode até ser comparado a um furacão. Apesar de as origens serem diferentes, a meteorologia classifica como furacão de categoria 1 situações em que se registrem ventos de mais de 117km/h. Mas o que aconteceu em Porto Alegre não foi propriamente um furacão. Até agora, o provável é que tenha sido um fenômeno conhecido como microexplosão, tempestades de vento que se formam em nuvens do tipo cúmulo-nimbo em razão do encontro entre ar quente e frio." (link)
Sei não. Eu vi árvores que foram torcidas e arrancadas por um vento que girou, não se irradiou a partir de um ponto focal! Tudo bem, tinha as que pareciam derrubadas por uma explosão, mas tinham outras que explosão alguma justifica!

Se, depois de tudo isto, acredito que São Pedro, o santo padroeiro das chuvas, é mesmo o padroeiro do Rio Grande do Sul também? Sim, acredito. Porque, com toda esta destruição, ninguém morreu.

Obs.: há vídeos disponíves no YouTube, mas minha internet não consegue carregar. Não está tão boa assim ainda...