segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Leituras

No último post, falei dos diversos clones que tenho/tinha/adoraria ter. Um deles foi esquecido, e ficou esperneando furiosamente desde aquele dia: meu clone leitor, que é o mais antigo de todos, o clone que considera que todos os outros estão roubando seu sagrado espaço. Afinal, se há hoje um clone escritor, é porque antes, muito antes, houve o clone leitor!

Portanto, abro espaço para ele, que já começa protestando: é um absurdo receber seu primeiro espaço no segundo semestre do ano, se ele está ativo desde o primeiro dia de 2015!

Está mesmo revoltado, este clone. Como todos os revoltados, quer mesmo é reclamar. Então, deixou de lado todos os livros que gostou e resolveu começar por aqueles que não entrariam na lista das releituras. Sei que meu clone leitor vai arrumar bronca com os fãs dos livros, mas, enfim...!


1. Eve & Adam - Michael Grant e Katherine Applegate, editora Novo Conceito, 267 páginas. Resumindo, a protagonista é filha única da mais famosa geneticista do mundo e, após um acidente no qual descobre que sua mãe não é bem quem ela pensava, resolve criar seu namorado perfeito com manipulação genética. Há quem goste do livro, e bastante. Meu clone reclama: previsível. Boa leitura, mas previsível. E ser previsível é um dos defeitos que meu clone leitor considera abomináveis. Eu achei o livro bem escrito, mas sou obrigada a concordar com o clone: previsível...


2. Simplesmente Ana - Marina Carvalho, editora Novas Páginas, 304 páginas. Ana, a protagonista, descobre que é a princesa herdeira de um pequeno e perfeito país europeu. E, bom... Também é uma história previsível. Bem escrita, caprichada, com bonitas descrições de cenários e do personagem masculino perfeito... E, bom, é isso. Eu acharia legal morar na Krósvia. É um país de contos de fadas. E tem quem chame a história de conto de fadas. Bom, pode ser. Sei lá. Não faz meu tipo de leitura, pronto.


3. Petrus Logus, O Guardião do Tempo - Augusto Cury, editora Saraiva, 291 páginas. A ideia é boa, o escritor é bom, a história é boa, a moral da história é boa. Mas quase não consegui terminar de ler o livro porque detesto que fiquem metendo a moral da história dentro da minha cabeça a marteladas a cada quatro páginas. Não é o meu tipo de leitura, definitivamente. E isso fui eu falando, não o clone. Desculpem aí os fãs de Augusto Cury. É um bom livro, sim. Mas podia ter mais história e menos moral da história.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradecemos seu comentário, foi lido com carinho! Volte sempre!