quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Talismãs: quotes

Esses quotes estão sendo postados com (alguma, sempre que posso) regularidade no grupo Bem-Vindos a Bordo do Cisne (link). Neste link estão os quotes dos capítulos de 1 a 5, e neste link estão os quotes dos capítulos de 6 a 10.


Vamos lá com os quotes dos capítulos 11 a 15

Capítulo 11:

– Sua força é assim tão maior do que a Loon? – perguntou Henry a Peter.
– Eu não sei. Diga-me o senhor. Se somos gêmeos tão semelhantes, nossa força não tem que ser igual ou pelo menos quase igual?
– Estou sendo testado, Peter? – conferiu Henry.
– Está. Quero saber em que terreno estou pisando, senhor especialista em gêmeos. [...]
– [...] Vocês são gêmeos de semelhança física e mental incomum, o que significa que nasceram com potencialidades iguais. Como cada um vai desenvolver o que ganhou é assunto pessoal.
– Loon e eu desenvolvemos juntos, no treinamento de Luta.
– Mas só você ganhou o apelido de Apocalipse. Seu irmão é chamado apenas de Loon. Isso é temperamento, não força. Acaba se refletindo na força porque você coloca toda sua garra de Apocalipse no treinamento também; então, o treinamento tem efeito diferente em você.
Peter sorriu de leve, parecendo enfim um pouco menos tenso.
– Passou no teste, senhor especialista. Desde sempre, é no temperamento que Loon e eu somos mais diferentes. Eu brigo até o fim. Loon atira a toalha. Quando disseram que o adron voltava se não explicássemos o motivo da camuflagem mental, Loon queria contar. Achava que não dava pra encarar o adron.
– Mas você achou que dava.
– Não, tio Henry. Eu não achei que podia encarar o Patriarca da minha Linhagem. Loon estava certo, herdeiros não podem encarar Patriarcas e levar a melhor. Só um idiota pensaria assim, e eu não sou idiota. Bem sinceramente, achei que Loon e eu estávamos ferrados com a volta do adron. A posição de Loon, nesses casos, é dizer "ok, estou ferrado, você ganhou". A minha costuma ser "ok, estou ferrado, mas você vai ter que me derrubar e me segurar no chão, senão eu levanto e nós vamos começar tudo outra vez". Já descobri que tem uma distância bem grande entre a parte do "eu estou ferrado" e a do "você vai ter que me derrubar". Muitas vezes, foi nesse espaço que consegui vencer brigas que achava que já tinha perdido.


Capítulo 12 - quote especial pra turma que curtiu a aposta entre Jean e Pam!

– Ô chuvinha que não termina! – reclamou Tim. – E você, Pam, que tantos papos são esses com o Fogueirinha? Consequências daquele beijo, ainda?
– Vocês não vão largar do meu pé?!
– Mana Pam, não é bem o seu pé que aquele Fogo quer agarrar! – riu-se Tim. – Ok, pode ir contando dos papos. Pode ir explicando por que trocam de assunto cada vez que a gente chega perto!
– Porque nós estamos com uma aposta em andamento e discutindo as regras da coisa, é por isso!
– Ah, aposta! Quer ver como eu adivinho? Se ele ganhar, quer um beijo de prêmio!
– Certo! – concordou Pam, com uma chispa perigosa no olhar. – Mas vamos ver se você adivinha o que eu quero, se eu ganhar!
Tim ignorou a chispa e respondeu, rindo:
– Ele beija você se ele ganhar, e você beija ele se você ganhar?
– Não, Tinzinho do meu coração. Se eu ganhar, Jean vai beijar VOCÊ!
– O QUÊ?! – bradou o rapaz.
– Isso aí. E não adianta perguntar pra Jean o que é, porque a aposta é secreta e vocês não ficam sabendo antes do fim!
– Mas tá doida que vou deixar aquele Fogueira me beijar! Nem brincando! Nem pra pagar aposta! Eu descubro esse raio de aposta e faço ele ganhar de qualquer jeito!
– Ele não vai contar!
– Ah, vai! Ah, conta, ou eu não me chamo Tim Melbourne!
– Seu nome é Thimoty! – lembrou Pam, rindo.
– Melhor Thimoty do que de Laura ou Marieta ou Sara Beatrice! Mana Pam, como pôde fazer isso comigo?!


Capítulo 13 - e eu encontrei uma foto onde parecem haver duas luas no céu! :)

Henry foi para a proa do Cisne. Bem agasalhado porque a noite estava fria, mãos fundas nos bolsos, admirava o céu da Terra. Sempre estranhava. Em Kreganian, havia muito mais estrelas... e oito pequenas luas douradas. Sempre havia pelo menos duas delas no céu.
Não precisou esperar muito. Desde a conversa do jantar, os filhos estavam de olho, só esperando uma brecha. Teo e Tom se aproximaram, e cada um se debruçou na amurada de um lado do pai.
– Tentando congelar aqui fora, pai? – perguntou Teo.
– Achei que a chance de Jean se arriscar com o frio era bem pequena – respondeu o cientista.
– Estava falando de Champ-Bleux mais cedo, não é?
Henry assentiu, explicando:
– Champ-Bleux não trabalha apenas com Ciência convencional. Trabalha com paranormalidade, o que foi o motivo do Comando de Espaço ter feito testes tão rigorosos com Peggy, e trabalha com Ciência especulativa também.
– Ciência especulativa... – repetiu Tom. – Coisas que a Ciência convencional não consegue explicar. O Mar Negro deve estar no topo da lista deles.
– Bem perto do topo – admitiu Henry. – Há outros lugares que atraem mais a atenção de Champ-Bleux do que o Mar Negro, mas, sem dúvida, o Mar Negro está em posição de destaque. A Terra inteira sabe que estivemos lá, metidos em complicações. Assim que chegarem a Champ-Bleux, vai haver gente tentando conferir com vocês se as complicações foram realmente apenas aquelas que estão nos relatórios.
– Agora que estamos sozinhos, pode dizer os nomes que não quis dizer lá dentro?
– [...] Sim, eu posso dar um nome, e esse nome não me agrada: Leonard Janson. [...] Ele não respeita regra alguma. Os fins justificam quaisquer meios que se mostrem necessários, e o mundo que arrede do caminho.
– Que meios necessários seriam esses, pai? – Tom apoiou na amurada. – Que tipo de gente se interessa mais por Ciência especulativa? Pessoas com habilidades especulativas, talvez? É disso que o senhor está nos avisando? Por que não avisa claro, então?
Henry sorriu diante do raciocínio rápido do filho.
– Parabéns, filhote. Normalmente, as pessoas levam mais tempo para chegar a essa conclusão. O que posso dizer sobre Leonard Janson é que ele consegue elevar intimidação a um patamar tal que simples intimidação não explica.


Capítulo 14 - um quote pequenininho, que espanto...

Robert suspirou.
– É difícil ser um adolescente, estar perto de uma princesa de Senira e manter a cabeça no lugar. Senira tem muita afetividade para esperar um companheiro que, no caso de Kenet, só apareceu tarde. Há um Robert, antes, que tem todas as prerrogativas de companheiro. Veja Peg, por exemplo. Se ela encontrar cedo seu companheiro, vai ser um modelo de fidelidade. Se encontrar tarde, esse fulano vai, com toda certeza, ter muitos motivos para se enfurecer com seu antecessor. Torço para que Peg encontre logo o companheiro. Isso facilita muito a vida de princesas de Senira. Na verdade, estava torcendo por um dos seus filhos, mas parece que não é o caso.
– Não, acho que não é – Henry tentou não pensar em um herdeiro com o temperamento de Peter sendo obrigado a tolerar outro jovem junto com sua companheira, porque ela tinha afetividade demais para ficar sozinha.


Capítulo 15 - serviços domésticos!

A louça, Peter já tinha lavado. O Herdeiro de Merine estava agora atracado com o chão da cozinha. Mal viu o pai, foi logo protestando:
– Parece que o senhor cozinha no chão, pai! Oi, tio Henry! Só um pouco que estou acabando! Essa coisa aí se mete a cozinhar e metade do cardápio sempre vai parar no chão! Já disse que EU cuido da cozinha e o senhor por favor limite-se a pegar coisas do freezer e não faça nem ovo frito!
– Eu preciso comer mesmo quando você está em Krilin.
– Coma sanduíche! – fulminou Peter.
– Você fica muito meigo, quando está com a faxina.
– Cai fora, imundiciador de cozinhas! – Peter ameaçou o pai com o esfregão e Robert caiu fora mesmo. O filho era um excelente arremessador de esfregões. – E o senhor, tio Henry, que é que está rindo aí? Nunca viu ninguém lavando o chão?!
– Eu tenho uma tripulação perita nisso, mas é a primeira vez que vejo um príncipe de Tarilian envolvido com baldes e detergentes!
– Tarilian não tem príncipes, senhor cientista, tem Se-nho-res! Mania que vocês, terráqueos, têm com essa coisa de príncipe! Ah, droga! Olhe só onde ele conseguiu enfiar gordura! O senhor tem pressa?
– Não muita – Henry sorriu. – Quer ajuda?
– Não precisa, fique bem aí, não encha minha cozinha de pegadas! Mister Músculos aqui pode muito bem arredar o fogão sozinho!
E puxou o fogão para o meio da cozinha.
– Quanto tempo você vai ficar com a faxina?
– Até o adron estar melhor e Merine deixar as pessoas da vila entrarem. Por enquanto esta Casa maníaca diz que só Senhores e similares podem entrar, de modo que Senhores e similares têm que limpar o campinho pra não viverem na bagunça!


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