sábado, 22 de março de 2014

Maravilhas do céu e do espaço


Muitas vezes me perguntaram o motivo de eu ter misturado duas coisas tão diferentes quanto espaço e mar em Uma geração. Todas as decisões. 

A resposta é simples: sou apaixonada pelos dois! Já temos, aqui no blog, as Maravilhas do Mar, que ficaram meio abandonadas nas correrias, admito. Vou retomar em breve.

Hoje, no entanto, vou iniciar uma nova série de maravilhas: as que ficam no céu ou no espaço. 

Inaugurando essas maravilhas, deixo com vocês algo que achei simplesmente fabuloso: o som dos planetas no espaço. O som não se propaga no vácuo, é claro (apesar de todos os fabulosos estrondos que acontecem durante batalhas espaciais. Esqueça. Batalhas espaciais são dramáticas, mas silenciosas). Mas ondas eletromagnéticas das mais diversas frequências se propagam, sim, no vácuo. Atualmente, telescópios dotados de microfones especialmente preparados captam essas ondas e as transformam em sons tais como os conhecemos. Abaixo, o vídeo com esses sons, feito pela NASA.

Traduzindo (o melhor que pude), a abertura, diz:
"Embora o espaço seja virtualmente vácuo, isso não significa que não há som no espaço. O som existe como vibrações eletromagnéticas. Através de instrumentos especialmente projetados, Voyager, INJUN 1, ISEE 1 e HAWKEYE da NASA usaram antenas capaz de captar ondas de plasma para gravar vibrações fora do alcance da audição humana (20 - 20.000 Hz). Os sons gravados são uma interação complexa entre partículas eletromagneticamente carregadas provenientes do vento solar, ionosfera e magnetosfera planetária. As gravações incluem anéis de Saturno, Miranda, Netuno, a voz da Terra, Saturno, Júpiter, Io, Anéis de Urano, a canção da Terra e Urano. O que se segue são partes das gravações originais."

Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar: som impressionante e majestoso.
Miranda, uma das luas de Urano (informações sobre essa estranha lua no fim do post): som hiper ficção científica. Me lembrou Star Wars.
Netuno: canta; quase parece querer falar.
Anéis de Urano: sinos à distância?
Saturno: cheio de personalidade, canta também e parece querer papo.
Anéis de Saturno: vento? 
Canção da Terra: linda, mas triste...
Io, uma das luas de Júpiter (informações no fim do post, também): misteriosa. Estranha.
Urano: sinistro, parece vivo!
Voz da Terra: estranha, confusa... Eu não gostei.


Miranda não é um dos maiores satélites de Urano; no entanto, foi aquele de que a Voyager 2 mais se aproximou.[...] podem ser vistos em Miranda detalhes na ordem de poucas centenas de metros. Felizmente, Miranda tornou-se o mais notório de todos os satélites. Miranda é um pequeno satélite com um diâmetro de 470 quilômetros. A superfície é diferente de qualquer outra no sistema solar com formações que se entrecruzam numa forma aleatória. Miranda consiste em grandes desfiladeiros de falhas que têm até 20 quilômetros de profundidade, camadas em terraços e uma mistura de superfícies jovens e antigas. As regiões mais jovens podem ter sido produzidas por uma diferenciação incompleta da lua, um processo pelo qual a matéria mais leve derivada do interior formou a superfície em áreas limitadas. Segundo outra teoria, os cientistas acreditam que Miranda pode ter sido desfeita quase cinco vezes durante a sua evolução. Depois de cada vez, a lua pode ter sido recriada dos pedaços que restaram dela própria, ficando partes do núcleo expostas e partes da superfície enterradas. O aspecto de Miranda pode ser explicado por teorias, mas a verdadeira razão ainda é desconhecida. Dada a pequena dimensão e a baixa temperatura de Miranda (-187° C ou -335° F), o grau e diversidade da atividade tectônica desta lua surpreendeu os cientistas. Acredita-se que uma fonte adicional de calor deve estar envolvida, tal como o aquecimento por marés causado pela atração gravitacional de Urano. Além disso, algo deve ter provocado o fluxo de matéria gelada a baixas temperaturas.
Fonte: http://www.solarviews.com/portug/miranda.htm

Io pode ser classificado como uma das mais incomuns luas em nosso sistema solar. O vulcanismo ativo em Io foi a maior e inexperada descoberta em Júpiter. Foi a primeira vez que vulcões ativos foram vistos em outro corpo no sistema solar. As Voyagers observaram a erupção em conjunto de nove vulcões em Io. Há evidência de que outras erupções ocorreram entre os encontros Voyager. A fumaça dos vulcões estendem-se a mais de 300 quilômetros acima da superfície, com material sendo ejetado a velocidades de um quilômetro por segundo. Os vulcões de Io devem-se aparentemente ao aquecimento do satélite por oscilação das marés. Io é perturbado em sua órbita por Europa e Ganimedes, dois outros grandes satélites vizinhos, e puxado de volta para sua órbita regular por Júpiter. Este cabo-de-guerra resulta em protuberâncias de marés tão grandes quanto 100 metros na superfície de Io. A temperatura na superfície de Io é cerca de -143° C; entretanto, em um grande ponto quente, associado com uma formação vulcânica, mediu-se cerca de 17° C. Cientistas acreditam que o ponto quente pode ser um lago de lava, apesar de a temperatura indicar que a superfície não está derretida. Esta formação relembra os lagos de lava na Terra.[...]
Fonte: http://www.if.ufrgs.br/ast/solar/portug/io.htm 

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