quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Como estou sem inspiração pra post, vocês ganham um QUOTE do conto!


Ele se lembrou de Kate menina ainda, cinco anos contra os seus sete, agarrada numa espada maior do que ela porque queria aprender a brigar como os irmãos, e o pai rindo e precisando acalmar sua feroz caçula. Recordou de sua fofa irmãzinha assaltando as roupas de Korel porque queria brincar e a avó a tinha enfiado num vestido cheio de fitas e laços. E houvera aquele dia memorável, é claro. O dia em que ele e Korel resolveram disputar quem era o mais corajoso e, fugindo da vigilância, subiram até o telhado mais alto do palácio para tentar tocar na cúpula que ficava logo acima. Ganhava quem tocasse primeiro no céu, ou seja, na cúpula transparente da cidade submarina de Arimar. Estavam lá em cima, mais preocupados com a altura apavorante do que em tocar a cúpula, quando descobriram a irmã atrás deles. Kate riu deles e, com um cabo de vassoura, cutucou vitoriosamente a cúpula, declarando-se a vencedora da disputa de coragem. A cutucada de Kate disparou os alarmes da cúpula, o que levou pai, mãe, avó, segurança e metade do povo do palácio lá para cima, para retirar os três príncipes da aventura suicida. Levaram um sermão histórico, tiveram certeza de que o pai estava se contendo para não dar uma surra igualmente histórica nos três... E, ao final do sermão, a declaração de Kate, que tinha feito o pai quase arrancar os cabelos e a mãe gemer:
Pois é, mas quem ganhou FUI EU. Meninas são mais espertas do que meninos bobalhões e eu ganhei de vocês dois. Quero só ver se conseguem fazer o que eu fiz, porque EU toquei o céu e vocês nã-ão!
Todos os acessos aos telhados foram lacrados e, por precaução, o pai ainda colocou um guarda em cada um deles.

2 comentários:

  1. Quando sai o conto completo?????? Estou sofrendo com estas partes.....

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  2. Em mais ou menos uma semana, na Amazon!
    :)

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