terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Respondendo...!

Respondendo a esta solicitação:


Kkkk, adorei, Yume! :D

Um quote de Talismãs, o terceiro livro. É um pedacinho do capítulo 12 - BALEIAS!


– Doris, nós não podemos fazer mais NADA!
Ela encarou o marido com firmeza.
– Pare de gritar comigo só porque eu não concordo com sua avaliação. E acalme-se. Se você está certo e não podemos mais fazer nada, então não podemos, paciência.
– Desculpe. Eu não pretendia gritar!
Henry abraçou forte a esposa, completando:
– Eu estava tão certo de poder ajudar aqueles garotos!
– Estamos fora do nosso mundo e da nossa Casa. De qualquer forma, suponho que ainda há uma chance.
– Mas, querida, não faz diferença se o elo se reforçou em Krilin ou logo depois!
– Deixe Paul e Olana terminarem as projeções que pedi.
– Doris, isto é só uma última esperança doida que você encontrou! Ah, o que mais falta acontecer?!
Doris não conseguiu pensar em nada.
De repente, sentiu Henry apertá-la mais forte, murmurando:
– O que eu tinha que perguntar!!
– Que foi, Henry?
– Vire... Olhe!
O mar estava repleto de esguichos de baleias. Seus dorsos eram cinzentos, pintalgados de marrom, e brilhavam como metal polido.
Depois de sete anos de tentativas, o Cisne havia afinal conseguido interceptar a migração das baleias-de-ferro, vistas pela última vez há dezesseis anos e tidas como extintas.
– Ai, não! – murmurou Doris.
– Eu ainda vou largar este mundinho infernal! Isto aqui não é asilo de raças, é a sede de uma conspiração interplanetária! Vamos acordar logo nossa tripulação!
***
A tripulação literalmente voou das camas ao ouvir falar em baleias-de-ferro.
– Baleias do quê? – perguntou Jean, espantado.
– Ferro, cara, baleias-de-ferro! – exclamou Ted, animadíssimo. – Foi por causa delas que papai e mamãe escolheram esta rota, e estão insistindo nela faz sete anos! Todo mundo pensava que elas estavam extintas! Faz mais de quinze anos que viram a última, e não foi oficial! Papai determinou este arquipélago como passagem provável da migração delas, todo ano voltamos aqui, e até que enfim encontramos! Elas ainda existem e estão aqui pertinho, cara! Aí fora, logo aí fora! Prontas para serem documentadas!!!
– Acho que não alcancei a profundidade do acontecimento! – retrucou Jean, mas estava falando sozinho. Ted tinha saído na correria.
O Cisne se encheu de atividade. A única exceção era Peggy, que continuava adormecida. Segundo Doris, ela tivera uma péssima noite e precisava descansar. Devia dormir até o meio-dia, provavelmente.
Henry também se lembrou de ligar para Fabrin, num horário em que esperava que o outro já tivesse acordado. Tirou-o da cama, e explicou suas baleias.
– O convite está de pé, é claro, desde que vocês esqueçam férias e banhos de Sol, e venham dispostos a calibrar equipamento, realizar medições, programar computadores e dormir muito pouco!
– Ora, é bem isto que faço em todas as minhas folgas...
Henry riu e perguntou se vinham ou não vinham.
– Eu, pelo menos, vou. Quero ver suas baleias extintas!
– Certo. Daqui a pouco chega condução para vocês! Tchau!
Desligou e Fabrin não conseguiu nem perguntar que condução seria. Bocejou, sorriu, e foi procurar no sistema que baleias eram aquelas. Quando Ric e Anna acordaram, ele os informou das novidades. Os dois continuaram querendo ir para o Cisne. Ricardo, aliás, se interessou muito pelas baleias.
– Nunca tinha ouvido falar em baleias destas, pai – disse Anna.
– Precisa procurar na lista das espécies extintas – explicou o doutor Tanlai. – Por isto Henry estava tão agitado. A última aparição oficial delas foi há mais de cinquenta anos, e eram apenas três exemplares. Depois disto, houve comunicados de aparições isoladas, nenhum confirmado ou documentado. O último foi há dezesseis anos. Foram dadas como oficialmente extintas faz dez anos, e um dos poucos que não concordou foi um certo biólogo que vocês vão conhecer hoje. Henry virou, mexeu, e conseguiu a façanha de colocar uma espécie oficialmente extinta na lista das protegidas contra qualquer tipo de caça.
– O quê?! – exclamou Anna, rindo.
– Nunca duvide do que aquele homem é capaz – disse o doutor Tanlai, rindo também. – Ele aguentou um bocado de gracinhas dos seus colegas biólogos, especialmente quando determinou a rota provável de migração da sua espécie extinta. Agora as baleias estão lá, como ele disse que estariam!
– E o senhor ainda pergunta se queremos ir para este barco?! A que horas vêm nos buscar?!

3 comentários:

  1. \0/
    Adorei Eleonor!!!!
    E fiquei cheia de questões, o elo de Peter e Peggy se reforçou???
    O que espera a tripulação!!
    E quando eles vão para a escola?
    Já estou vendo que vou AMAR Talismãs como amei os dois primeiros da série!!!!

    Beijos!!!

    --
    Priscila Yume
    http://yumeeoslivros.blogspot.com.br/

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  2. Parei na metade, não quero mais spoilers, não sou forte o bastante! Hhahaha, mas será um livro maravilhoso, certeza!!

    http://palavras-digitadas.blogspot.com.br/

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