quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Resenha de Cisne, dream cast diferente e... A CONTINUAÇÃO DO QUOTE!

Nova resenha de Cisne: feita pela Natálie, do blog Nossos Mundos (link). Avaliação 4/5. Frase preferida:
" Cisne é um livro feito para todos os tipos de leitores - o que é admirável. É engenhoso, uma história bem montada, bem idealizada. Me surpreendeu realmente, não era o que eu esperava. A escrita da autora é excelente, o jeito com o qual ela conduz a história é diferente, divertido e original.
É um livro notável, afinal não é sempre que algo prende sua atenção desde um barco no meio do oceano, até o outro lado do Sol! "


Linhagens: revisão para a Amazon em andamento. Será que eu nunca consigo parar de revisar as coisas?! Estou no capítulo 24, ou seja, mais ou menos na metade.

Finalmente, a CONTINUAÇÃO DO QUOTE.
(Observação: esse texto encaixa exatamente no final do anterior. Sim, estou dando a vocês o começo do conto de maneira corrida. Como os pontos de corte estão difíceis, optei, hoje, por simplesmente pegar um pedaço de tamanho semelhante ao primeiro.)


Mortais em combate.
Qualquer resquício do sorriso torto de minutos atrás desapareceu.
Steve havia matado mais renegados do que podia lembrar. Se pudesse, exterminaria cada renegado do Império com as próprias mãos. Eles tinham matado seus pais e destruído sua família.
O rapaz percebeu que a paisagem passava excessivamente rápido e forçou-se a desacelerar. Bastava pensar em renegados e seu sangue fervia, o que acabava se refletindo na velocidade. Como a estrada vazia convidava a devaneios, programou a velocidade máxima que a moto deveria alcançar. Evitava acelerações involuntárias. E perguntas da fiscalização, também.
Decidido a não pensar nos pais, Steve concentrou-se em Harmon, seu príncipe emburrado. Harmon parecia decidido a nascer, viver e morrer dentro do seu Palácio guerreiro, sem sorrir ou demonstrar qualquer sinal de satisfação. As subidas periódicas à superfície eram uma imposição da Linhagem e, como tudo em sua vida, Harmon obedecia sem discutir. Steve considerava qualquer minuto na superfície como bem-vindas férias. Harmon, mal-humorado e casmurro, considerava uma detestável perda de tempo. Ou, ao menos, era o que Steve pensava... Porque um dia, sem qualquer aviso, Harmon tinha solicitado uma audiência com sua mãe, a Rainha, para informar que ele e seu Guardião prestariam exames de ingresso para a Escola Avançada de Champ-Bleux.
Apesar da treinada cara de nada que precisava usar dentro do Palácio, Steve quase não conseguiu esconder a estupefação. Exames para Champ-Bleux?! A possibilidade de, por dez anos, viver mais na superfície do que no Palácio de Sarad?! Harmon, que abominava a superfície, optando por viver dez anos lá?! Tinha entendido direito?!
A Rainha manteve a postura sarad e não demonstrou espanto ou descontentamento. Sentada em seu trono negro, Laira de Sarad havia respondido ao filho:
– Champ-Bleux implica em dez anos de vínculo com a superfície.
– Estou ciente.
– Seu Guardião deve permanecer ao seu lado. Ambos precisam ser aprovados.
– Se apenas um for aprovado, solicitarei a Moolna um acidente que encerre nossas identidades superficianas. Desta forma, desaparece a obrigatoriedade de frequentar o curso.
Aí sim, Steve precisou se controlar DE VERDADE para não demonstrar sentimento algum – tipo uma fúria homicida, por exemplo. Então era essa a jogada, é?! Fazer exames para Champ-Bleux, não passar e usar isso como pretexto para encerrar nossas identidades superficianas, isto é, se afastar da doutora Breterech e da vida que tinham junto a ela?! Porque até nas Linhagens do Império era bem sabido que, ao fazer os exames para Champ-Bleux, os candidatos concordavam com a regra do passou, é obrigado a fazer o curso!
– Esta é sua decisão, príncipe de Sarad?
– Com a permissão da Linhagem, esta é minha decisão, Rainha de Sarad.
Laira de Sarad assentiu com um gesto quase imperceptível de cabeça. A permissão era concedida. Harmon agradeceu com um gesto menor ainda e, com seu Guardião, retirou-se do Salão dos Tronos. Em seu gabinete de trabalho, sozinho com Steve, Harmon determinou ao Guardião que incluísse os necessários horários de estudo na programação diária de ambos. De braços cruzados, os olhos intensamente verdes transformados em pura raiva, Steve havia interrogado:
– Para quê? Para entrar em Champ-Bleux ou para cair fora da casa da doutora?!
Harmon havia apenas encarado seu enfurecido Guardião.
– Preciso saber seu verdadeiro objetivo para fazer a programação mais conveniente, príncipe de Sarad!
– Exato, Guardião: príncipe de Sarad. Se o objetivo do príncipe de Sarad é entrar na Escola Avançada de Champ-Bleux, ele informa à Linhagem que fará os exames de admissão. Se o objetivo do príncipe de Sarad é não retornar à casa da doutora Breterech, ele informa à Linhagem que não retornará a este local.
– Quer dizer que quer MESMO entrar em Champ-Bleux?! Mas você não aguenta a superfície, vira um porre completo quando estamos lá! E se não tiver psicoaptidão?! Quer dizer, e se um de nós não tiver psicoaptidão, como vai ser?!
– Então solicitarei a Moolna que mate as identidades superficianas de Harmon e Steve Breterech, uma vez que as leis sarads impedem que eu e você sejamos separados. Isso realmente nos afastará da casa da doutora, mas não da pessoa dela. Considerando a facilidade com que os Lordes de Moolna forjaram essas identidades, acredito que não terão dificuldades em forjar outras igualmente convincentes.
– Mas eu pensei que...!
– É mais conveniente, Guardião, pensar no que avisei sobre o uso de expressões superficianas tais como porre em Sarad. Também sugiro que pense no que avisei sobre dirigir tais expressões a mim.
– Tem minhas desculpas, senhor!
– Apresente-as no salão principal de treinamentos, em três horas.
O príncipe sarad ficava com a mão realmente pesada quando se irritava e, se havia uma coisa que irritava Harmon de Sarad, era ter seu Guardião se comportando no Palácio como se estivessem na superfície. O Guardião havia tomado uma surra memorável do seu príncipe, naquele treinamento. Mas, excepcionalmente, não se importara de perder. Champ-Bleux! Harmon estava realmente pensando em ir para Champ-Bleux! Não que tivesse acreditado que aquele sarad cabeça-dura conseguisse passar. Não podia haver nada menos científico no mundo do que Harmon de Sarad; então, como poderia haver psicoaptidão científica dentro dele?! Mas, para seu pasmo, havia. Harmon tinha sido aprovado, Steve também e, em pouco tempo, estariam iniciando os estudos na mais famosa Escola Avançada da Terra. Inacreditável!

Um comentário:

  1. Legal, mas este é o começo ou o fim do conto???.... quando sai na Amazon?? com link ficou bem maia fácil... rsrsrsrsr

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