sábado, 25 de janeiro de 2014

Linhagens, conto, Wattpad, etc, etc...

Oi, gente!

Definitivamente, preciso me concentrar numa coisa por vez para que todas funcionem. No momento, são quatro projetos se entrechocando dentro da cabeça: (1) a ida de Linhagens para a Amazon, (2) a conclusão do conto que vocês estão acompanhando aqui, (3) o terceiro livro da série e, finalmente, (4) mais um projeto paralelo - outro "penduricalho" da série principal, como este conto. Não estou contando a eterna capa de Cisne (é, ainda não está resolvida) e Swan, ou seja, Cisne em inglês no Wattpad.

Então, desculpem-me os aflitos pelo conto completo na Amazon, mas o cérebro resolveu focar em Linhagens. Dos 47 capítulos, estou no 37. Vou terminar isso de uma vez e retirar ao menos um assunto da cabeça.

Fãs do conto, não se preocupem, ele está bem adiantado, tem mais um pedacinho dele no final do post. O que acontece é que preciso da cabeça sossegada para as palavras virem corretamente.

Wattpad - tem mais um pedacinho de Swan lá (link), para os curiosos em inglês. Aliás, mencionando o povo que lê e é fluente em inglês, vou precisar de um mega apoio de vocês: como vamos traduzir o nome do Ali? Porque vai ser colocar o Tim perto dele, e ele vai virar Aliaonde. Arthur vai precisar aguentar muita pegação de pé por causa do nome. Não posso perder a piada quando passar para o inglês! Vão pensando aí que eu vou pensando aqui.

Ah, sim, mais uma coisa: atualizei a página de parceiros hoje. Se o seu blog não está lá, se tem qualquer problema com o link, faça contato comigo.

Agora vamos à continuação do conto. Isso não pode mais ser chamado simplesmente de quote, rsrs! Mais uma vez, emenda certinho no final do texto anterior, ok?






Igualmente inacreditável era a reação de Harmon. A poucos dias de partirem rumo à Escola, ele estava mais insuportável do que nunca, resmungando e reclamando de tudo, como se somente agora tivesse compreendido que aprovação em Champ-Bleux significava vida na superfície! Sarad sem noção, decretou Steve para si mesmo, aborrecido. Que estava acabando com o seu não muito grande estoque de paciência!
O alerta piscou freneticamente no painel e o rapaz reduziu a aceleração mais uma vez. Se não fosse a programação, estaria novamente além da velocidade que pretendia. Ainda bem que tinha se lembrado do campo livre de Lagoa Pintada. Isso significava se afastar do mau humor de Harmon durante quase um dia inteiro!
O campo livre de Lagoa Pintada era um dos mais antigos da região e, atualmente, o mais animado e completo de todos. Campo livre significava que, por dez dias, a enorme área de lazer às margens da lagoa seria tomada pelas mais diversas formas de entretenimento. A grande estrela era o maior parque de diversões itinerante da Terra que, em seu tour pelo mundo, havia chegado à Lagoa Pintada. Portanto, o excelente campo livre estaria ainda melhor naquele ano! Além do parque e todas as suas atrações (a começar pela gigantesca montanha-russa), haveria competições esportivas, apresentações artísticas e todo o tipo imaginável de concurso e competição, desde adestramento animal até quem comia mais tortas em menos tempo. Artesãos e artistas independentes se misturariam a barracas de comidas típicas, heroicas professoras de Ensino Fundamental estariam lá com seus alunos, e Steve relembrou o ano anterior, quando ele e Harmon haviam encontrado toda uma turma de pequeninos chorando e fazendo o maior escarcéu. Harmon tinha simplesmente paralisado como não acontecia nem diante de um ataque renegado, sem saber o que fazer com crianças aos berros. Deixando o príncipe sarad encarregado do grupo, Steve não demorara mais do que cinco minutos para localizar a professora que procurava seus pimpolhos desaparecidos. Realizado o feliz reencontro, Harmon tinha assegurado que não colocaria mais seus pés no campo livre de Lagoa Pintada. Aqueles turbulentos superficianos eram muito diferentes das disciplinadas crianças sarads!
Silenciosamente, Steve agradeceu à pirralhada superficiana barulhenta. Graças a eles, teria o campo livre de Lagoa Pintada só para si, bem longe daquele sarad ranzinza!
Havia, claro, um pequeno bônus, que invariavelmente agradava a Steve.
Príncipe e Guardião não deviam nunca se separar, mas era óbvio que, em determinados momentos, isso acontecia. Para esses casos, a solução sarad era aumentar a vinculação entre eles com marcadores de direcionamento: pequenos discos negro e prata do tamanho de uma moeda que criavam um forte elo entre protegido e protetor. Quando se afastavam, um disco ficava com Harmon; outro, com Steve. E, se Harmon detestava crianças superficianas choronas, detestava ainda mais aqueles discos de direcionamento, que o atrelavam a Steve como se ele, o Herdeiro de Sarad, fosse um bebezinho incapaz de se defender sozinho. Harmon considerava os discos uma afronta à sua dignidade de guerreiro, mas não podia recusá-los. A responsabilidade de proteger era do Guardião; portanto, em momentos assim, as ordens eram do Guardião também, passando por cima da opinião do príncipe.
Eram os momentos em que Steve tinha o direito de dar ordens a Harmon, o Herdeiro de Sarad. Steve gostava daqueles momentos. De cada um deles. Porque, em cada um daqueles fugazes instantes, podia ser quem realmente era: alguém com autoridade para dar ordens à Linhagem de Sarad.
Por respeito ao último pedido feito por seu pai, havia abdicado desta autoridade.

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