domingo, 16 de junho de 2013

Resenhando a resenha: Da Imaginação à Escrita




Resenha feita pela Sammy Rosa, do blog Da Imaginação à Escrita, no dia 25 de março de 2013. Avaliação 4/5, resenha completa aqui.

A resenha inicia com um breve resumo de Cisne, de modo que vou considerar aqui o comentário da Sammy, com suas opiniões.

Primeira frase da resenha:
"Assim como muitas passagens que li sobre a Terra ser irresistível, única, essas palavras caem como uma luva em Cisne! Uma aventura sem tamanho, repleta de mistérios e segredos, com personagens que fogem do comum!"

Última frase da resenha:
"Somos envolvidos de tal maneira pela magia dos Melbourne, que concordo quando o repórter Jean menciona que nunca existiu alguém como eles, há algo diferente, não apenas nos Melbourne, mas em vários personagens que Eleonor criou. Com Cisne notamos o quanto a autora conseguiu cativar seu leitor, marcar por sua simplicidade ao mesmo tempo em que mostra um fascínio grandioso!"

Frase que mais gostei na resenha:
"O livro me fez recordar uma paixão antiga, há muito tempo esquecida, que era a Astronomia, o encanto das estrelas e desse vasto Universo." Motivo de eu ter adorado a frase: tive minha fase astrônoma também, e ainda sei localizar e nomear muitas estrelas e constelações!


Em sua resenha, Sammy fala de tramas secundárias. Há realmente diversas "sub-estórias" no Cisne, correndo paralelas ao que acontece no barco. 

A principal delas é, sem dúvida, o grupo formado por Paul e os astronautas. Não vou falar deles hoje.

A outra "estória" é na verdade um conjunto de personagens, a maioria apresentados dois a dois, que irão fazer parte da unidade 1-5-0 da Escola Avançada de Champs-Bleux. Nesse grupo, estão Michele e Anton que, para minha surpresa, se tornaram um par cheio de fãs; Joe, Françoise e Pierre, o gato alérgico a rapazes que vai semear o caos em Champ-Bleux; Harmon e Steve, que vão dar muito o que falar; Anna e Ricardo, que vivem em Gemini, a Cidade Espacial. É um grupo bastante heterogêneo, principalmente se considerarmos que Anton e Ricardo não são terráqueos, e que Steve e Harmon são atlantes... Além desses, há Arthur, príncipe herdeiro de seu país, que vai para a Escola Avançada travestido de Ali, um idiano impassível que usa turbante e jamais ri. Não haveria como apresentar toda essa turma de uma vez só, na chegada à Escola Avançada. Vocês iriam perder muito da personalidade, modos e trejeitos de cada um. Acreditem: cada um deles, sozinho, renderia um livro inteiro! 

Querem um exemplo em forma de quote, vindo direto de Linhagens? Acho que é uma pergunta desnecessária... Vou colocar direto:

Steve estava parado, olhando o temporal que desabava lá fora. O único som na casa era o da chuva. Harmon, que se invocava com qualquer som, vídeo ou música, devia estar bem satisfeito! Aquele sujeito sem senso de humor devia ter nascido eremita. Talvez, socado em algum canto do mundo sem qualquer coisa interessante por perto (garotas, praia, festa, um pouco de divertimento em geral), Harmon se sentisse um pouquinho mais feliz e descobrisse de que jeito se sorria. Quase dez anos convivendo com o cara, e nenhum sorriso! Se houvesse alguma competição de emburramento, inscrever Harmon seria pura e simplesmente covardia. A única pessoa perto de quem ele amansava um pouco era Cheli Daril e, mesmo assim, Steve duvidava que Harmon alguma vez tivesse sorrido para a garota. [...]
Harmon era o Primeiro Herdeiro do Palácio de Sarad. Os sarads eram os guerreiros do Império e, sempre que os interesses imperiais estivessem envolvidos, esperava-se que Harmon de Sarad fosse o primeiro a entrar na briga e o último a sair dela. Por toda a vida, aquele seria seu dever. Não era um estilo de vida que propiciasse um número muito grande de aniversários; por isso, apesar de o Herdeiro de Sarad ser um dos mais formidáveis guerreiros do Império, era o único a ter, sempre, um Guardião, cuja principal tarefa era manter o príncipe vivo ao menos até se tornar rei. O Guardião de Sarad devia ser um guerreiro tão hábil quanto o príncipe e, ao receber as armas do Guardião, sua vida passava a responder pela vida do seu príncipe. Agora Steve era o Guardião de Sarad, e Harmon era o príncipe a quem devia defender com sua vida. Um príncipe que não brincava nem ria, era seco, fechado e de poucas palavras, mas, mesmo assim, Steve o estimava. Harmon tinha admirável retidão de caráter e princípios tão firmes que o tornavam sempre óbvio e frequentemente limitado – o que era a maneira gentil de Steve dizer que os escrúpulos de Harmon o emburreciam consideravelmente.
A maior surpresa de Steve com seu príncipe óbvio tinha sido no dia em que Harmon, que nunca havia demonstrado qualquer interesse por Ciência ou cientistas, disse que pretendia entrar na Escola Avançada de Champ-Bleux. Steve, como seu Guardião, deveria acompanhá-lo. Steve ficou pasmo e se preparou com entusiasmo, mas sem muitas esperanças. Sua segunda maior surpresa aconteceu quando Harmon foi aprovado.


Entendem o que quero dizer? Cada um deles tem sua estória!

 

Um comentário:

  1. Steve e Harmon são os melhores!!! É difícil escolher um personagem mais carismático em "Uma geração. Todas as decisões.", mas estes certamente estão no meu "TOP 5"!!!

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