terça-feira, 7 de maio de 2013

Resenha da Carol!



Oi, gente!
Esta resenha foi postada apenas no Skoob pela Carol, uma das resenhistas do blog A Profecia de Leslienth. Como o Skoob não tem links específicos para cada resenha, ela está completinha aqui. O post foi no dia 28.04. Avaliação: 5/5.

Cisne - Bem-vindo à bordo!

 
Como falar de Cisne sem parecer uma fã completamente louca, sem nenhum discernimento?

 Prometo que tentarei ser coerente nesta resenha. 
Já de início vou logo dizendo: me encantei com Cisne! Foi maravilhoso lê-lo e já estou esperando, ansiosa, a continuação dele!!

Nunca tinha ouvido falar do livro e acabei conhecendo-o porque um amigo contou dele de um jeito tão empolgado que não pude deixar de me empolgar junto e correr para ir lê-lo.

Não vou me deter muito sobre a estória porque uma das maiores graças de lê-la é exatamente esse processo de ir descobrindo mais e mais do mundo que existe em Cisne. E, olha, não é um mundo pequeno não! Tenho medo até de dar algum spoiler sem querer... É como se você fosse abrindo uma porta e desse de encontro com mais outras portas, e assim sucessivamente. Quando você acha que não vai se surpreender com mais nada, lá vem Eleonor te mostrar que não é bem assim. 

Ela começa nos levando para dentro de um navio onde vive a família Melbourne, composta pelos pais e seus numerosos filhos. Todos cheios de energia, disponibilidade e uma inteligência de se admirar. São incrivelmente carismáticos, não tem como não se apaixonar por eles... Ah! E personagem é o que não vai faltar aqui, é tanta gente pra conhecer que até parece que a gente vai se perder... Porém, muita calma. São muitos sim, mas aos poucos você irá se acostumar e aprender sobre eles.

É uma estória que se inicia "pequena", dentro de um simples barco, instigando muitas perguntas e curiosidades. Eu me perguntava em muitos momentos: "mas o que será que é isso?!". E o incrível é que mesmo tendo tantas incógnitas, eu não desanimava de continuar lendo... pelo contrário, cada página virada me dava mais ganas de permanecer com o livro nas mãos. Eleonor foi saciando (e devo dizer, alimentando) a minha curiosidade em doses homeopáticas, através dos seus inteligentes diálogos. 

A linguagem utilizada é simples, e isso não é uma crítica negativa. Porque escrever simples e de uma maneira que te envolva não é algo fácil. Eleonor escreve uma estória com muitos núcleos de personagens e tempos de acontecimento... é uma trama tão complexa que se não houver cuidado, pode-se se perder. Não é o caso aqui, pois a simplicidade da escrita de Eleonor é coerente se torna uma base segura para o leitor se apoiar e entender o enredo. 

Uma das primeiras coisas que notei logo de cara é que a maior parte do livro é composta por diálogos, ou seja, o enredo é apresentado quase que praticamente através de conversas entre as personagens. Achei um jeito interessante de escrever, deu uma dinâmica bem fluida e um ritmo intenso pra minha leitura. Senti certa dificuldade em acompanhar algumas das conversas que aconteciam, muitas vezes me confundia em quem estava falando qual frase (mais especificamente nas partes em que tinham os gêmeos). Acabei não dando tanta atenção a isso, optando em me ater mais ao conteúdo da fala que saber quem tinha sido o autor da mesma... 

Outra coisa que incomodou um pouco, mas também acabei me acostumando foi o modo como os diálogos são escritos. Ao invés de colocar o travessão para separar a fala da personagem com a descrição do narrador, Eleonor fez uso de vírgulas. Isso dificultava um pouco o entendimento, pois de início eu ficava em dúvida se aquilo havia sido dito pela personagem ou pelo narrador, mas como disse antes, deu pra me acostumar. 

Quero fazer um comentário sobre a diagramação e a qualidade do livro, mas acho que isso é algo que a editora quem teria de tomar um certo cuidado, não tanto a autora... Queria muito que a a capa fosse mais dura e tivesse orelhas, pois ficou meio ruim pra manusear. O livro é bem grosso e pesado, a capa é fina e não dá muito conta de sustentar o livro. 

Sobre a diagramação. Dentro de cada capítulo há vários núcleos de acontecimento e eles vão sendo separados através de um espaçamento maior entre um e outro. Eu achei que seria legal sinalizar essa separação com algum símbolo tipo **** ou -----, não sei... Pensei que isso poderia ser um elemento facilitador na hora da transição de um núcleo para outro. 

Enfim, é isso. Cisne é uma estória que evoca sobre diversos assuntos: família, diversidade, preconceitos, imprensa, políticas que atravessam por entre os diferentes mundos, ciência, companheirismo... e tantos outros mais que só lendo para descobrir.

Leiam porque vale muito a pena! =]




Carol, parte técnica primeiro:
- travessões: em Linhagens, o próximo livro, os travessões estão todos lá, para melhorar a leitura dos diálogos. Sei que o habitual é tirar as vírgulas e colocar os travessões, mas... não consegui! Então, para deixar a autora feliz, as vírgulas ficaram. E, para facilitar a leitura de todo mundo, os travessões vieram. Até que ficaram bonitinhos juntos...

- separadores de cena: é, o esquema de só espaços maiores não funcionou, principalmente quando ficava num final de página. A separação desaparecia! Em Linhagens, tem " ○ ○ ○ " fazendo a separação. Ficou muito melhor!

Parte feliz depois:
\o/  \o/  \o/  QUE  BOM QUE GOSTOU!!!! "Fã completamente louca, sem nenhum discernimento"?! Uau!!! Isso é que é um MEGA elogio!!!

2 comentários:

  1. Pra ver como eu adorei ler esse livro! Foi difícil resenhar sem puxar demais a sardinha pro lado do Cisne... rsrs

    To ansiosa pra ler Linhagens! Aquele finalzinho me deixou curiosa pra saber como a estória vai desenrolar dali pra frente *-*

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    1. É muita maldade dizer que vocês nem imaginam o que Linhagens vai trazer? É, acho que é... Então, não digo, rsrsrs!

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