sábado, 16 de fevereiro de 2013

Relatório semanal n.7: Linhagens!


Desta vez, as novidades da semanao se referem a resenhas ou entrevistas. A GRANDE novidade da semana foi o fechamento do contrato com a Dracaena para a publicação de Linhagens, o livro que dá prosseguimento à história iniciada no Cisne. Mas não vou falar aqui sobre a minha satisfação ao ver mais uma parte de Uma Geração. Todas as Decisões estar mais perto das mãos de vocês. Vou fazer melhor. Vou dar uma amostra do que está no "Era uma vez..." do novo livro, que começa exatamente como o anterior, com um pequeno capítulo que fornece informações importantes, mas que ficariam muito deslocadas no meio da história.

Então, com vocês, um pedacinho do primeiro capítulo de Linhagens:

"...Mil anos atrás, outra guerra começou no Império Atlante. Parecia tudo, menos ajuda para a Terra; porém, paradoxalmente, foi isso que se tornou. A Grande Guerra se estendeu pelo Império inteiro e ameaçou todos os Palácios e Linhagens, que foram forçados a se unir para sobreviver. Afinal, o Império descobriu que a única forma de pôr fim à Grande Guerra era selar os Palácios. Por ordem do Palácio Imperial de Relana, os Palácios dos Reinos Independentes lacraram seus acessos físicos e mentais, camuflaram-se e desapareceram dos olhos e das mentes dos seus próprios povos. A Guerra não foi vencida nem perdida; ficou estranhamente suspensa, até os imperiais descobrirem uma forma de vencê-la.

Mas não foi o fechamento dos Palácios Imperiais que fez diferença no ecossistema mental da Terra. A diferença – a grande diferença! – foi a estruturação do bloqueio oceânico.
Até então, o que havia entre Império e superfície era uma contenção específica para intenções agressivas. Se um imperial com ideias hostis tentasse alcançar a superfície, era impedido; se um superficiano com as mesmas intenções tentasse invadir o Império, era detido também. Boas intenções e corações tranquilos tinham trânsito livre nos dois sentidos. Eventualmente, alguém enganava a contenção e ia criar problemas do outro lado. Nesses casos, Relana e as Linhagens superficianas se encarregavam de enquadrar os transgressores.
Com o fechamento do Palácio de Relana e dos Palácios dos Reinos Independentes, cessava também a supervisão nas fronteiras. Se o Império fosse invadido, não poderia mais contar com os Palácios para se defender. Se algo (algo: guerreiros imperiais, renegados, serpentes, tlanares, strils e muito mais) escapasse do Império e atacasse a superfície, as Linhagens superficianas se veriam em dificuldades e Relana não poderia interferir. Por isso, antes de fechar seu poder, o Palácio Imperial de Relana transformou a contenção não muito confiável em um sólido bloqueio. Os dois lados foram definitivamente separados; apenas as Linhagens, tanto imperiais quanto superficianas, tinham força suficiente para atravessar essa fronteira invisível.
Estruturado para ser uma barreira tanto física quanto mental, o bloqueio oceânico funcionou exemplarmente – o que modificou a Terra inteira. Os imperiais ficaram presos abaixo do bloqueio, e isso foi muito bom. Melhor ainda, no entanto, foi aprisionar dentro do Império a selvageria e a desesperança trazidas por Atlantis, que haviam contaminado todos os povos da superfície..."
 
Gostaram? Espero que sim! Quanto à imagem escolhida, sem água nem golfinhos, bem... é que Linhagens não se passa só no Cisne! Teremos muita coisa acontecendo em um lugar cheio de verde e dourado...
 

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