sábado, 15 de dezembro de 2012

Hoje não sou eu que escrevo!



Quem escreve hoje é minha irmã Isabel, através deste e-mail mandado para muitos de seus amigos. Considerando que esta irmã é uma crítica muito exigente, trata-se de uma opinião muuuito importante para mim!

Vou falar sobre um livro: o CISNE.
Para quem não sabe, quando eu era criança existiam apenas 3 (está escrito certo sim, eram 3: a Guaíba, o 5, o 12 e a Educativa.. putz, eram 4) canais de televisão e não existia internet. Isto quer dizer que, para saber algo que não tinha na biblioteca em casa ou ler histórias novas, existiam bibliotecas infanto juvenis, onde a gente buscava os livros e lia rápido, pois tinha que devolver.
Assim, tínhamos muito tempo para jogar bola, correr, subir na pedreira e explorar e ainda sobrava muito tempo.
Minha irmã mais velha não era chegada na parte do correr e jogar futebol. Então, ela escrevia. Eram pilhas de cadernos e, algumas vezes, ela contava a "historinha" para nós - como eu ouvia, no mínimo estava chovendo, risos, ou eu estaria na rua, correndo! 
Certo, nem sempre estava chovendo. Afinal, os muitos personagens eram completamente diferentes da vida da gente e, o pior: faltava sempre o fim, o que ia acontecer depois... era uma obra em andamento. 
Esta história passou anos sendo escrita e algumas décadas guardada, esperando o "seu momento".
Há um tempo, creio que quase dois anos, amadureceu a ideia de publicar. Depois de muitas revisões da Ele (esclarecendo, o nome da autora é Eleonor, e nós a chamávamos de Ele, o que, vocês podem imaginar, já causou algumas confusões), tive a oportunidade de ler o CISNE, ainda impresso em folhas soltas, para dar minha opinião.
Peguei o original pensando em encontrar aqueles personagens crianças com modos e hábitos e vida e decisões e soluções de crianças. Mas não. Eles também cresceram e amadureceram, a "historinha" agora é um envolvente livro de realismo fantástico infanto juvenil para todas as idades!

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