quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Maravilhas do mar: esponja árvore de bolinhas

A tradução foi por minha conta; o nome oficial deste animal (que pouco parece um animal) é ping pong tree sponge. Mais oficialmente ainda, Chondrocladia lampadiglobus.

Chondrocladia lampadiglobus 1






O bichinho bonitinho é carnívoro e vive no Oceano Pacífico, a aproximadamente 3.000 metros de profundidade. Suas presas são pequenos camarões e zooplâncton.

Sua forma lembra, sem dúvida, uma árvore de bolinhas de pingue-pongue. O caule é reto e preso ao fundo, servindo de ancoragem para a esponja. Na parte de cima, termina em uma espécie de botão de onde partem as hastes, nas pontas das quais ficam as bolinhas. Tem cerca de 50 centímetros de altura, e as bolinhas medem de 3 a 5 cm.
Aqui, uma com "andares"


Para se alimentarem, essas esponjas usam um método semelhante ao das plantas carnívoras. As bolinhas são cobertas de pequenos espinhos em forma de gancho que funcionam como velcro, prendendo os incautos crustáceos que os tocam. Então, devagar e na maior calma, as células digestivas, que são semelhantes a amebas, migram até a presa e a devoram.

Mais uma prova de que a vida nas águas superficiais é muito rica, mas os seres das profundezas são mais interessantes!

Fontes: diversos sites da internet. Fotos, idem. Não dá para ir lá fotografar, né?

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Maravilhas do espaço: Nebulosa do Caranguejo


Na semana passada, o assunto foi a Mão de Deus, um binômio nebulosa + pulsar, resultado da explosão de uma estrela.





Vamos a mais uma destas maravilhas cósmicas: a Nebulosa do Caranguejo. Localizada na constelação do Touro, a 6.500 anos-luz da Terra, a luz da explosão da supernova que a originou foi vista em 1054, e registrada pelos chineses.



Pulsar central: tem apenas 20 km de diâmetro, e gira à impressionante velocidade de 30 vezes por segundo. Emite grandes quantidades de radiação. Algumas vezes, os astrônomos registraram aumentos inexplicáveis na radiação gama e no brilho do pulsar. Um dos motivos prováveis é a "juventude" deste evento, ainda instável astronomicamente falando.
Aumento súbito da luminosidade do Caranguejo

A nebulosa: com cerca de 11 anos-luz de diâmetro, expande-se a uma velocidade de 1.500 quilômetros por segundo. Os filamentos brancos, cor de rosa e cobre são os restos da estrela sendo empurrados para cada vez mais longe do ponto original da explosão da supernova. O fundo azul é resultado da luz emitida por elétrons de alta energia lançados pelo pulsar.

 O pulsar no coração do Caranguejo é o pontinho central. Esta imagem combina informações ópticas o Hubble, em vermelho, e imagens de raios-X do Observatório Chandra.
Curiosidade: o pulsar da Nebulosa do Caranguejo fornece um forte sinal periódico e tão regular de raio-X que é utilizado como parâmetro de calibração na astronomia de raios-X.

Fontes: diversos sites, em especial AstroPT. Imagens da internet.