quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Maravilhas do mar: meia roxa O.o

Começando, para verem que não é brincadeira,
cá está o bicho "meia roxa de mar profundo".
Pior é que parece meia mesmo.

Esse animal foi visto pela primeira vez em 1949, e é tão bizarro que cientistas passaram 60 anos sem descobrir o que era ou mesmo sua localização exata no Reino Animal. Acabou provisoriamente classificado como um platelminto (= verme). Suas características: vive em águas profundas e frias no norte da Europa; tem 3cm de comprimento; não tem sistema nervoso organizado, só uma rede de neurônios na epiderme; não tem órgãos internos, só boca e trato digestivo em forma de saco. O esquisitão recebeu o nome de Xenoturbella e ficou lá, um tanto esquecido na ordem geral das coisas.

Mas, recentemente, a descoberta de quatro novas espécies no oceano Pacífico levou pesquisadores a concluir que o animal pertence a um dos ramos mais antigos da vida na Terra. Seu grupo recebeu o nome de Xenacoelomorpha (copia e cola para conseguir escrever certo esse negócio).

Os "primos" da "meia roxa":

xenoturbella_churro_rouse
Xenoturbella churro, “cabeça” para a direita. Foto de Greg Rouse.*
xenoturbella_japonica
Foto do único espécime conhecido de Xenoturbella japonica até agora.
 “Cabeça” para a esquerda. Créditos a Nakano et al. (2017).*
Ainda há a X. profunda, X. hollandorum e X. monstrosa, que tem espantosos 20cm de comprimento. Não encontrei imagens de nenhuma delas. Fiquem então com uma pequenininha, a X. bocki, a primeira a ser descoberta, didaticamente colocada sobre uma moeda para se ter uma ideia melhor de seu tamanho.


 Fontes e fotos: sites diversos, menção especial para o site Saense, que tem uma postagem com histórico e dados científicos bastante completos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Maravilhas do espaço: Ganimedes



Auroras polares de Ganimedes
 com Júpiter ao fundo
Ganimedes, satélite de Júpiter, é uma lua diferente e especial. Começa que é a maior lua do Sistema Solar, maior até do que o planeta Mercúrio. e também a única a possuir campo magnético próprio. Esse campo magnético é responsável pelas auroras polares, que são faixas de gás eletrificado e quente que surgem nos polos da lua. Foram identificadas e fotografadas pelo telescópio Hubble, e sua presença significa que há oscilações no campo magnético de Ganimedes, provavelmente causadas por um oceano a centenas de quilômetros abaixo da superfície.  


Uma lua em camadas
A existência desse oceano foi confirmada nos anos 90, quando a missão Galileu da NASA passou pela lua. Pelas estimativas dos astrônomos, o oceano de Ganimedes pode abrigar mais água do que toda a água presente na superfície da Terra. Cálculos sugerem que tem 100 quilômetros de espessura, ou seja, é 10 vezes mais profundo do que os oceanos terrestres. Atualmente, os cientistas supõem que a lua pode ser composta por rocha, gelo e oceanos empilhados em camadas sobrepostas.

A presença de água torna possível o surgimento de, talvez, vida primitiva, que tem maiores probabilidades de se desenvolver em ambientes onde rocha e água interagem.

Resultado de imagem para ganimedes lua
Terra, nossa Lua e Ganimedes juntos,
para ter uma ideia do tamanho.

A Agência Espacial Europeia planeja enviar a sonda JUICE (Jupiter Icy Moons Explorer) a Júpiter e suas luas em 2022. A previsão é sobrevoar algumas luas geladas, devendo orbitar Ganimedes por nove meses. O orbitador conseguirá distinguir o que é gelo e o que é material rochoso, permitindo confirmar (ou não) as hipóteses atuais.


Fontes: sites diversos, em especial Galeria do Meteorito, Ciência Online. Imagens da internet.