quinta-feira, 25 de agosto de 2016

AQUECE 5 - Senhor de Krilin

Olá, tripulação!


***  CONTINUA O AQUECE ***

Até o final da Bienal, postarei aqui um quote de Talismãs por dia, sempre às 19 horas. Generosos quotes!
(As novidades da Bienal serão via Facebook ou Instagram)


*** Lembrando que, na Bienal, estarei no estande M69 durante o evento todo, com minha turma de "monstrinhos"! ***

Breve "remember" de alguns fatos de Linhagens, claro que com acréscimos. Como sempre!

– O que Krilin teve a ver com toda essa confusão? Disso, você pode falar?
Os olhos cor de krilin de Peter faiscaram e ele respondeu, duro:
– Não sei quanto vai dar pra falar, Aron. Espero que tio Henry saiba. Por enquanto, tratem de ficar longe daquele lugar! Qual é, o que foi?!
– A única coisa que nos disseram foi para ficar longe de Krilin. E é meio... incrível... ouvir você dizendo a mesma coisa, se nem falou com eles.
– Se liberarem o que aconteceu lá, você não vai achar nada incrível.
Slara sinalizou a chegada de Henry, que se transportou para a sala determinada por Miqi. Grande parte da ala adulta estava lá, incluindo-se os Senhores das demais Casas de Tarilian. Os que faltavam transportaram-se em seguida.
 A última recomendação de Robert, antes de Henry sair de Merine, foi para que, ao menos daquela vez, Henry limitasse as explicações ao combinado. Henry assentiu. Era confusão demais em tempo de menos, e até ele concordava em repassar apenas o essencial; o "essencial", no entanto, era uma quantidade enorme de novas informações...
– Dessa vez – disse Henry aos Senhores – não é uma conversa com vocês e outra com seus filhos. As informações são para todos.
– Não acredito que Robert não mandou informações específicas para nós! – protestou Meriel.
– Ele pretendeu mandar, mas eu o convenci de que todos precisam saber o que aconteceu. Chamem seus filhos.
– Henry...!
– Todos juntos – repetiu o kreganiano.
A turma jovem, já resmungando por se ver mais uma vez excluída, nem acreditou quando foi chamada para a reunião. Vieram bem rápido.
– Nossos filhos também, Henry? – perguntou Lormon, Senhor da Casa tariliana de Carilar.
– Todos.
Os jovens herdeiros das Casas de Tarilian se transportaram também. A sala ficou lotada.


PETER ESTAVA TENSO e impaciente, mas se mantinha calado. Henry esperou o último chegar para perguntar a ele:
– Como você está?
– Como já disse a tio Miqi, estou de físico amassado, mente meio recuperada e precisando demais saber o que aconteceu pra Merine estar bloqueada desse jeito! O senhor é que vai explicar, mesmo sobre Merine?
– Robert me deu instruções a respeito do que dizer. Sobre Merine, e sobre Krilin também. Sigo as instruções dele?
Por um momento, Peter se surpreendeu com a pergunta. Logo compreendeu que não deveria ter se surpreendido. Era o Senhor de Krilin, agora. E, em assuntos de sua Casa (ou protoCasa), sua autoridade era absoluta.
Os demais ficaram apenas com a surpresa, sem compreender o motivo da pergunta.
– Segue. – O rapaz indicou os adultos. – Pela cara deles, ainda não sabem.
– Paul adiantou algumas informações, mas não todas. Esperou a liberação de Merine.
– Ok, tio Henry, vá em frente.
Todos se entreolharam, preocupados com o que a conversa cifrada poderia significar.
A primeira parte do relato de Henry iniciou na interferência de Peter com a tentativa de suicídio de Peggy, a fuga da garota, os ferimentos de Peter, Peter no Vale de Krilin com a Matriarca, Coração de Krilin...
Nessa parte, os jovens ficaram estupefatos; os adultos, não, mostrando que aquilo fazia parte das informações fornecidas por Paul. Então Merine sabia onde ficava o Coração de Krilin, a raiz da krilin sempreverde?!
... Peggy frequentando o lugar anos antes de ser afastada do grupo e a visão mental da Matriarca Eris, informando que Peggy era a herdeira de numerosas Linhagens terráqueas dadas como desaparecidas. Sua habilidade de alteração, que tantos problemas trazia ao grupo, era inestimável por ser capaz de despertar as habilidades de Senhores em potencial, como acontecera com Rip e Su.
Aí o choque foi geral. Visão mental?! Peggy, inestimável?! Rip e Su, Senhores?!
Peggy havia sido examinada e sua habilidade de alteração estava sob controle, de modo que estavam liberados do confinamento em Merine. Peggy, por sua vez, passaria a contar com a proteção das Casas de Tarilian. A Matriarca Eris era também Matriarca de Krilin, mas havia precisado fugir de Krilin para assumir compromisso com o doutor Moriser. Agora, Krilin havia determinado Peter como seu novo Senhor.
Os olhares convergiram para Peter, que não parecia nada feliz com a honraria.
– Acredito que Herdeiro de Krilin seria mais adequado – observou Donal de Rostimor, o embaixador de Tarilian na Terra e também Senhor da Casa de Lintel.
– Eu não sou Herdeiro de Krilin. Sou Senhor. Do ponto de vista de Linhagem, Krilin ignorou mamãe e tia Rael. A sucessão passou direto da adrina para mim.


E Peter não parece nada feliz com isto, como podem perceber. Amanhã, quote especial: o comecinho de Talismãs! Comecinho de verdade, não o "Era Uma Vez" que vocês já conhecem. É uma boa comemoração para o início da Bienal, não acham?

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

AQUECE 4 - Casa de Slara

Olá, tripulação!


***  CONTINUA O AQUECE ***

Esboço de Tarilian.
Foi uma das imagens avaliadas para ilustrar
o início dos capítulos de Talismãs.



Até o final da Bienal, postarei aqui um quote de Talismãs por dia, sempre às 19 horas. Generosos quotes!
(As novidades da Bienal serão via Facebook ou Instagram)



*** Lembrando que, na Bienal, estarei no estande M69 durante o evento todo, com minha turma de "monstrinhos"! ***


HÁ DOIS SÉCULOS, a Linhagem de Slara tinha apenas um filho por geração. Shela, a atual Senhora da Casa, passara a adolescência inteira se rebelando contra a proteção com que era cercada. Protestou e esperneou até os pais permitirem que se tornasse aluna especial das Universidades Reunidas de Tarilian, onde cursou Bioquímica com o brilhantismo dos gênios. Ainda não tinha completado sua formação quando a amiga Diure de Merine foi mandada para a Terra, a fim de encontrar um meio de diminuir a crescente hostilidade entre Terra e Tarilian. Shela rodopiou de impaciência para acompanhar Diure, mas seus pais não autorizaram. Na Terra, Diure encontrou um grupo de jovens cadetes da Academia de Espaço que sonhavam com um novo tipo de nave espacial. Esses jovens eram um toque de reunir, e seu sonho podia ser o que Merine precisava para acalmar os ânimos exaltados da vizinha Terra. O grupo precisava de um excelente bioquímico e, por solicitação direta de Merine, uma felicíssima Shela de Slara partiu para a Terra.
Sua alegria de viver conquistou todos os rapazes do grupo, mas foi um rapaz alto, magro, de rosto fino e comprido quem conquistou a Herdeira de Slara. Não, Miqi Shin não era bonito. Mas era simpático, caloroso, gentil... generoso e bom. No devido tempo, o astronauta terráqueo Miqi Shin se tornou companheiro de Shela e novo Senhor de Slara. E também no devido tempo nasceu Aron, o primogênito do casal. Dois anos depois, para a felicidade da família e a tranquilidade da Linhagem, nasceu uma menina que recebeu o mesmo nome de sua avó: Lanever. Aron rebatizou a irmãzinha com o apelido de Vivi, e por Vivi a garota passou a ser conhecida, especialmente porque evitava confusões com a Lanever avó.
Desde muito cedo, Aron mostrou preferência por Direito e Legislação, o que, do ponto de vista da futura administração da Casa, era excelente. Aron tinha dezoito anos, estudava como aluno especial das Universidades Reunidas de Tarilian há dois anos, era um excelente Lutador como todos os integrantes de Linhagem e, no treinamento mental, fazia parte do grupo de Tarilian.
Também muito cedo, Vivi resolveu que gostava daquilo que seu pai astronauta fazia. Foi uma das muitas pirralhas do Comando de Espaço e agora, com dezesseis anos, a segunda herdeira de Slara era uma respeitada tenente-astronauta capaz de, sozinha, levar uma nave até os limites do Sistema Solar.
Apesar dos interesses diferentes, Aron e Vivi eram muito unidos, a ponto de um conseguir usar o outro como referencial de transporte em qualquer situação. Por isso, ao escolher alguém para tentar sair de Merine sem desastres, Norton tinha pensado direto em Vivi. Tinha dado certo. Vivi alcançara o irmão na Casa de Slara, chamara Peg para lá, Peg havia feito o canal de transporte para saírem de Merine...
A parte compreensível do mundo terminava ali.
As perplexidades começavam por Peg enfrentando Slara com tanta fúria que tinha atirado todo mundo para o chão, continuavam no surto raivoso da sensitiva mais fofa que conheciam, prosseguiam animadamente com o curandeiro da lente e com Peter todo arrebentado e, quanto a encerrar, bem, ninguém considerava qualquer perplexidade encerrada, porque ninguém, nem mesmo da ala adulta, tinha conseguido qualquer explicação sobre toda aquela confusão.
Miqi e Shela, os Senhores de Slara, haviam sido os primeiros a chegar. Logo depois deles veio Paul, tão alterado que tinha ido embora num estouro de luz incompatível com um dos melhores transportadores do grupo. Em seguida, houve um despencamento sequencial de pais e mães aflitos, todos checando se os respectivos filhos estavam inteiros. Afinal, o que tinha acontecido em Merine?! Os jovens não faziam ideia; só podiam relatar a pais atônitos a forma como a Casa de Merine tinha agido, exercendo tanta pressão mental que, se não fossem os escudos de tia Elena e tio Regort, teriam sido nocauteados.
Era uma situação tão inesperada, tão absurda, tão sem sentido, que os adultos se reuniram para conferenciar a portas fechadas. A primeira tentativa foi, é óbvio, contato com Merine, mas a Casa estava bloqueada. Merine enviou apenas uma ordem para Slara: TODOS deviam se manter LONGE do Vale de Krilin.
Vale de Krilin?! O que o Vale de Krilin tinha a ver com aquilo?!

Eles não sabem, e vocês também não. Mas vocês vão descobrir na postagem do dia 26, o dia de início da Bienal!